Jair Bolsonaro enfrenta uma possível condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) por sua suposta liderança em uma trama golpista. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de sanções dos Estados Unidos, o que gerou um impacto significativo nas redes sociais brasileiras.
A sanção, que faz parte da Lei Magnitsky, provocou uma onda de apoio a Moraes, com 66,8% das interações nas redes sociais defendendo o ministro. Em apenas 24 horas após o anúncio, foram registradas 3,4 milhões de postagens sobre o magistrado. O CEO da Ativaweb, Alek Maracajá, destacou que, pela primeira vez, o sentimento favorável a Moraes superou as críticas, transformando-o em um símbolo de defesa da soberania nacional.
O ataque direto do governo de Donald Trump, que visou Moraes, teve um efeito inesperado. Em vez de gerar repúdio ao ministro, 79,3% das menções nas redes foram contra a postura de Trump, com apenas 20,7% elogiando sua intervenção. Essa mudança no sentimento digital reflete uma reação patriótica, onde até críticos do STF passaram a defender a soberania do Brasil.
A retórica agressiva de Trump, que geralmente mobiliza grupos conservadores, não encontrou eco neste caso. A percepção foi de que se tratava de um ataque ao Brasil e não apenas a um ministro. Essa virada no apoio a Moraes, segundo a Ativaweb, representa um dos movimentos mais curiosos da polarização digital recente, evidenciando um instinto de proteção à figura do ministro como um “brasileiro atacado por uma potência estrangeira”.
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