O presidente Donald Trump demitiu a comissária do Bureau of Labor Statistics (BLS), Erika McEntarfer, em um movimento que gerou forte reação entre senadores democratas. A demissão ocorreu após um relatório de empregos que não atendeu às expectativas do mercado. Trump acusou McEntarfer de falsificar dados para beneficiar a candidatura da democrata Kamala Harris nas eleições de 2024.
O senador Ron Wyden, líder da minoria no Comitê de Finanças do Senado, criticou a decisão de Trump, chamando-a de um ato de “alguém que é fraco e tem medo da realidade”. Ele afirmou que a interferência do presidente nos dados de emprego é um cenário que pode causar danos duradouros à economia dos EUA. Wyden pediu que os senadores republicanos se posicionem contra o que chamou de comportamento “ditatorial” de Trump.
A demissão foi também condenada pelo líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, que afirmou que Trump age como um “líder ruim” ao “atirar no mensageiro” após receber notícias desfavoráveis sobre a economia. Schumer ressaltou que a demissão não resolverá os problemas causados pela política tarifária do presidente.
Em resposta às acusações, Trump utilizou suas redes sociais para justificar a demissão, afirmando que “precisamos de números de empregos precisos”. Ele designou o vice-comissário do BLS, William Wiatrowski, como comissário interino até que um substituto permanente seja nomeado.
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