Durante a presidência de Jair Bolsonaro, seus filhos usaram a expressão “descondenado” para desqualificar Luiz Inácio Lula da Silva, que havia sido preso por corrupção, mas recuperou seus direitos políticos. Agora, Lula reverte a narrativa e chama o clã Bolsonaro de “traidor” e “vassalo”, especialmente após os ataques às sedes dos Três Poderes em janeiro de 2023.
O discurso de Lula, que tem incomodado bolsonaristas, foi reforçado por figuras como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele declarou que o Brasil viveu quatro anos sob um governo vira-lata, insinuando que os bolsonaristas se comportam como subservientes a interesses externos, especialmente os de Donald Trump. A expressão “traidor” se tornou um mantra entre os petistas, sendo repetida em diversos contextos.
A Procuradoria-Geral da República também endossou essa narrativa ao solicitar ao Supremo Tribunal Federal a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, um processo que deve ser julgado em setembro. Lula, que já havia chamado Bolsonaro de “negacionista” e “fascista”, agora intensifica sua retórica, buscando consolidar sua imagem como defensor da democracia e da soberania nacional.
O silêncio de muitos bolsonaristas diante das críticas sugere que a estratégia de Lula está surtindo efeito, criando um ambiente de desconforto entre os apoiadores do ex-presidente. A polarização política no Brasil continua a se acirrar, com os dois lados se preparando para novos embates no cenário político.
Entre na conversa da comunidade