Gareth Ward, político australiano, foi condenado por assediar sexualmente dois homens e luta para permanecer no parlamento de Nova Gales do Sul (NSW). A condenação ocorreu em agosto de 2023, e ele aguarda a sentença em regime de custódia. O caso envolve agressões cometidas entre 2013 e 2015.
O governo de NSW planejava expulsar Ward, de 44 anos, após sua recusa em renunciar. O premier Chris Minns criticou a situação, afirmando que é inaceitável ter um condenado por crimes sexuais ainda atuando como membro do parlamento. Ele reiterou que a renúncia seria a “primeira e mais óbvia escolha”.
Ward, que já havia se afastado do cargo de ministro e do Partido Liberal em 2021, foi reeleito como membro do parlamento em 2023. Seus advogados pretendem recorrer da condenação e buscarão uma liminar no Supremo Tribunal para impedir sua expulsão. O político, que está preso em Silverwater, enfrenta três acusações de assédio indecente e uma de estupro.
A situação de Ward levanta questões sobre a ética e a responsabilidade dos representantes eleitos, especialmente em casos de crimes graves. O governo de NSW, que já considerou a expulsão do político anteriormente, agora se vê diante de um dilema legal e moral. A sentença de Ward está marcada para o próximo mês.
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