O ex-presidente Jair Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após descumprir medidas cautelares. A decisão, anunciada na noite de segunda-feira, 23 de outubro de 2023, foi motivada pela participação de Bolsonaro em uma manifestação em Copacabana, onde se comunicou com apoiadores por vídeo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão de Moraes, afirmando que o Brasil vive uma “ditadura” e que seu pai não tinha a intenção de burlar as regras. Em entrevista à CNN, Flávio pediu uma posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a situação, ressaltando que o Senado deve agir para restaurar a ordem no país.
As medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro incluem a proibição de uso de redes sociais, contato com autoridades e visitas, exceto de advogados. Moraes justificou a prisão domiciliar afirmando que Bolsonaro ignorou as restrições e que sua participação na manifestação foi uma tentativa de coagir o STF. O celular do ex-presidente foi apreendido durante a operação da Polícia Federal em sua residência.
Flávio Bolsonaro, ao defender a postagem que fez, alegou que não houve descumprimento das regras, já que ele não é parte do processo. Ele afirmou que a ação de Moraes é uma “barbaridade” e uma demonstração de vingança, especialmente após sanções internacionais contra seu pai. A situação continua a gerar polêmica e debates intensos no cenário político brasileiro.
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