Trabalhadores imigrantes em plataformas de economia gig enfrentam precariedade e insegurança nos EUA
Um novo projeto de lei busca garantir direitos e transparência para trabalhadores imigrantes em plataformas como Lyft e Uber, mas enfrenta resistência política. A proposta, chamada de Lei de Empoderamento de Trabalhadores Baseados em Aplicações, visa estabelecer relatórios de pagamento semanais e assegurar que os trabalhadores recebam pelo menos 75% da tarifa paga pelos clientes.
Os trabalhadores, como Elías, um cubano de 32 anos, relatam a falta de garantias em suas atividades. Ele menciona que, enquanto dirigia para Lyft, não sabia quanto ganharia e enfrentava o medo constante de ser parado pela imigração. Cerca de 3,5 a 4,5 milhões de imigrantes nos EUA trabalham em plataformas de economia gig, com 45% desse total sendo imigrantes, segundo dados do Pew Research Center.
As condições de trabalho são alarmantes. Um estudo da Human Rights Watch revela que esses trabalhadores, classificados como “contratistas independentes”, não têm acesso a benefícios básicos, como salário mínimo ou seguro médico. Antonio, um colombiano que trabalha na Amazon Flex, compartilha sua experiência de ter que arcar com custos de manutenção do carro sem suporte da empresa.
A proposta de lei, apresentada em julho, busca aumentar a transparência nas operações dessas plataformas, mas enfrenta dificuldades para ser aprovada devido ao controle do Partido Republicano no Congresso. Os trabalhadores expressam ceticismo sobre a efetividade da legislação, temendo que as empresas continuem priorizando lucros em detrimento de condições justas de trabalho.
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