O senador Wilder Morais (PL-GO) anunciou, neste domingo, que pedirá o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido, que já conta com o apoio de 34 senadores, será a principal pauta dos parlamentares de direita no retorno das atividades. A declaração foi feita durante manifestações em Goiânia, onde Wilder se juntou a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Essa mudança de postura de Wilder Morais é notável, uma vez que ele foi um dos principais articuladores da indicação de Moraes ao STF em 2017. Na época, o senador organizou um jantar em um barco, conhecido como “barco do amor”, para garantir apoio à nomeação do então ministro da Justiça e Segurança Pública, durante o governo de Michel Temer. Moraes, ao ser informado sobre o evento, declarou ter sido “surpreendido”, mas ressaltou que os assuntos foram tratados com seriedade.
Durante o ato em Goiânia, Wilder afirmou que o impeachment de Moraes é uma questão urgente e que pressionará seus colegas senadores, incluindo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para que a ação seja pautada. Ele declarou: “A partir dessa semana, como diz o ditado de Goiânia, o pau vai quebrar lá em Brasília. Podem ter certeza: chegou o final do Alexandre de Moraes e chegou também o final do Lula.”
Além disso, o senador compartilhou vídeos das manifestações em suas redes sociais, reforçando seu apoio ao movimento bolsonarista e à ideia de que o povo é o verdadeiro poder. A pressão por pautar o impeachment de Moraes reflete um clima de tensão crescente entre os senadores de direita e o STF, especialmente em um momento de polarização política no Brasil.
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