Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, foi colocado em prisão domiciliar nesta segunda-feira, 4 de setembro, após descumprir medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal (STF). As restrições incluíam o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se manifestar nas redes sociais. A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi motivada por sua participação em motociatas e videochamadas, onde fez críticas ao STF.
Durante os 17 dias em que esteve sob medidas cautelares, Bolsonaro manteve uma agenda política ativa, participando de reuniões no Partido Liberal (PL) e de um evento de motociclistas em Brasília. Apesar de ser ovacionado por apoiadores, ele não discursou, evitando atritos diretos com a Corte. Em uma de suas raras aparições, desconversou sobre a prisão de Carla Zambelli, questionando se havia censura no Brasil.
A situação se agravou quando Bolsonaro participou de atos em apoio a ele em várias cidades, utilizando videochamadas para se dirigir aos manifestantes. Essas transmissões foram feitas por meio de perfis de aliados, incluindo o de seu filho, Flávio Bolsonaro. Moraes considerou que essas ações demonstraram desrespeito às ordens judiciais e foram uma tentativa de coagir o STF.
Na decisão que decretou a prisão domiciliar, Moraes destacou que Bolsonaro agiu de forma consciente e dolosa, buscando obstruir a Justiça. Além da prisão, o ministro impôs restrições adicionais, como a proibição de visitas, exceto de advogados, e a proibição do uso de celular. A defesa de Bolsonaro afirmou que ele não teve a intenção de descumprir as medidas e planeja recorrer da decisão.
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