A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou uma intensa mobilização no Congresso nesta terça-feira, 5. A oposição e aliados do ex-capitão anunciaram obstrução da pauta nas casas legislativas e uma manobra para votar a anistia aos golpistas na ausência do presidente da Câmara, Hugo Motta.
Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, defendeu a manobra, afirmando que a anistia será pautada assim que Motta estiver fora do país. O primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, assumiria a presidência e, segundo Flávio, essa é a única forma de pacificar o país. A estratégia, se concretizada, poderia romper acordos e desestabilizar a liderança da Câmara.
Os bolsonaristas também planejam usar a obstrução como pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Entre as pautas prioritárias estão a anistia aos golpistas e o fim do foro privilegiado, que, segundo Flávio, tem ampliado a influência do Judiciário sobre o Legislativo. Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, criticou Alcolumbre por não dialogar e pediu que ele avance com pedidos de impeachment contra Moraes.
Flávio Bolsonaro reforçou a defesa de seu pai, alegando que a decisão de Moraes desrespeitou ritos processuais. Ele destacou que a postagem que gerou a medida cautelar foi feita por ele, não por Jair Bolsonaro, e classificou a decisão como ilegal. A situação continua a gerar tensões no cenário político brasileiro, com desdobramentos incertos.
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