Um novo episódio de violência na Península, um loteamento de luxo na Barra da Tijuca, mobilizou os moradores em um protesto contra a insegurança. Na noite de quarta-feira, uma mulher foi assaltada por dois criminosos em uma moto enquanto caminhava com o marido na Rua das Jacarandás, próximo ao condomínio Saint Barth. Ao perceber a abordagem, ela jogou o celular longe, mas foi empurrada e o aparelho foi levado.
A situação alarmou a comunidade, que já enfrenta uma crescente onda de assaltos e relatos de bala perdida. O grupo Mães da Península e outros residentes expressaram sua indignação nas redes sociais, criticando o alto valor das taxas de condomínio que não garantem segurança. “Pagamos caro e não temos segurança nem para andar à noite”, afirmaram em um comunicado.
Mobilização da Comunidade
Diante da escalada da violência, os moradores organizaram uma passeata marcada para esta sexta-feira, às 11h, com concentração no Green Park. A Península abriga cerca de 25 mil habitantes e é composta por 33 condomínios, com um valor médio do metro quadrado de R$ 14.781, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-Rio). Apesar da infraestrutura e segurança prometidas, a realidade atual contrasta com a imagem de um bairro planejado.
Em novembro do ano passado, um morador relatou que seu apartamento foi atingido por uma bala perdida, e um abaixo-assinado por mais policiamento já havia reunido mais de 800 assinaturas. Os residentes descrevem um clima de medo, especialmente após o anoitecer, e a insegurança se tornou uma preocupação central na Península, que foi lançada em 2002 pela Carvalho Hosken.
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