O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) protocolou uma representação na Corregedoria da Câmara contra Camila Jara (PT-MS) por suposta agressão ao colega Nikolas Ferreira (PL-MG). O incidente ocorreu durante uma obstrução física no plenário, onde a oposição tentava impedir a votação de projetos de lei, incluindo um que amplia a anistia a manifestantes.
A acusação de Ferreira é de que Jara o agrediu durante um tumulto que se formou enquanto os parlamentares tentavam desocupar a mesa da presidência. Camila Jara nega a agressão, afirmando que estava em tratamento contra câncer e que apenas reagiu ao aperto da multidão. Em suas redes sociais, Jara destacou que sua estatura e peso a tornam incapaz de agredir alguém fisicamente.
O líder do PL, ao anunciar a representação, afirmou que a “agressão covarde” não ficará impune e que a imunidade parlamentar não deve ser usada como justificativa para atos de violência. Jara, por sua vez, repudiou o que chamou de “campanha de perseguição” nas redes sociais e reafirmou seu compromisso com o diálogo e a democracia.
Contexto da Confusão
O tumulto no plenário se intensificou após mais de 30 horas de obstrução por parte da oposição, que se recusava a liberar os trabalhos até que o projeto de anistia fosse pautado. A situação se agravou com a chegada do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a tentativa de retirada dos manifestantes que ocupavam a mesa da presidência. Vídeos do momento mostram um ambiente caótico, com grande movimentação de pessoas.
A confusão não apenas gerou tensões entre os parlamentares, mas também impediu a votação de outras matérias importantes, como a proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, considerada prioritária por muitos deputados.
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