Ainda em meio a um clima tenso na Câmara dos Deputados, parlamentares aliados ao presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) criticam sua gestão, apontando erros que levaram à ocupação do plenário por opositores. A insatisfação com decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, se espalha além da direita radical e do bolsonarismo, sinalizando um descontentamento generalizado.
A ocupação do plenário ocorreu após Motta barrar a realização de sessões em comissões durante o recesso. Essa decisão frustrou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que planejavam um ato de desagravo contra Moraes, que impôs medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro. A falta de votação da Lei de Diretrizes levou a um recesso informal, criando uma oportunidade para o protesto que foi frustrado pela ação de Motta.
Críticas à Gestão de Motta
Parlamentares questionam a ausência de Motta em Brasília durante o aumento da tensão. Para muitos, esse era o momento ideal para dialogar com os deputados e evitar a rebelião. A situação culminou em uma “desmoralização” da presidência da Câmara, especialmente após o vice de Motta, Altineu Côrtes (PL-RJ), anunciar que pautará a anistia aos condenados de 8 de janeiro assim que assumir os trabalhos.
Motta, em resposta à crise, declarou que sua presidência é “inegociável” e considera punir os deputados que tumultuaram as atividades. Enquanto isso, articulações entre o Centrão e bolsonaristas buscam intensificar a pressão pela aprovação da anistia e pelo fim do foro privilegiado dos parlamentares, indicando um cenário político cada vez mais conturbado.
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