Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, foi indicada pelo Banco do Brasil para o Conselho de Administração da Alelo, acumulando essa função com seu cargo ministerial. A remuneração adicional varia entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, além do salário de R$ 46,3 mil que já recebe.
A nomeação ocorre três meses após a não renovação de sua posição no conselho da metalúrgica Tupy, onde atuou por indicação da BNDESPar. A Comissão de Ética Pública analisou a nova função e não identificou conflito de interesses, considerando que a atuação no conselho é de natureza privada. A conselheira Maria Lúcia Barbosa, relatora do caso, destacou que Anielle deve evitar o uso de informações privilegiadas e se declarar impedida em discussões que envolvam a Alelo.
A prática de ministros ocuparem cargos em conselhos administrativos é comum no Brasil, sendo uma forma de garantir a presença do governo em instituições estratégicas e proporcionar uma renda extra. Anielle já havia ocupado um cargo na Tupy, mas sua nomeação não foi renovada em maio de 2023. Até o momento, o ministério da Igualdade Racial, a Alelo e o Banco do Brasil não se manifestaram sobre a nova indicação.
Entre na conversa da comunidade