Em meio à crescente crise humanitária em Gaza, o presidente francês, Emmanuel Macron, endureceu seu discurso contra Israel. Ele criticou os planos do primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, de ocupar totalmente a região, considerando-os um “desastre sem precedentes”. Macron, que havia anunciado anteriormente o reconhecimento do Estado palestino em setembro, pediu uma coalizão internacional, apoiada pela ONU, para estabilizar Gaza e combater o terrorismo.
O presidente francês enfatizou que a prioridade deve ser a criação de um governo de paz, e não uma operação militar israelense. Ele alertou que a escalada das operações militares resultará em mais vítimas, tanto entre os rehenes israelenses quanto entre a população de Gaza. Macron afirmou que a França busca garantir a segurança de Israel, a libertação dos rehenes e o retorno da ajuda humanitária, além de apoiar os palestinos.
A comunidade internacional já condenou os planos de Netanyahu, e a Alemanha anunciou a suspensão do fornecimento de armas a Israel. Macron, que tem sido cauteloso em suas declarações sobre o conflito, intensificou seu tom nas últimas semanas devido à gravidade da situação. Ele pediu um “alto fogo permanente” e a formação de uma missão de estabilização na região, que proteja a população e apoie o governo palestino.
França se posiciona como a primeira grande potência ocidental a reconhecer o Estado palestino, um passo que pode influenciar outros países. Até agora, 148 governos já reconheceram a Palestina, e Macron espera que essa decisão, a ser oficializada na Assembleia da ONU em 21 de setembro, contribua para a paz na região. O ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, destacou que a necessidade de um Estado palestino nunca foi tão urgente.
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