Mamta Pathak, professora de química, foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato do marido, Neeraj Pathak, em abril de 2021, em Madhya Pradesh, Índia. O tribunal rejeitou sua apelação, mantendo a decisão com base em evidências circunstanciais que indicam que ela o drogou e eletrocutou.
Durante o julgamento, Mamta, de 63 anos, argumentou que não era possível distinguir entre queimaduras térmicas e elétricas sem análise química adequada. No entanto, o médico legista que realizou a autópsia confirmou sinais claros de eletrocussão. O caso ganhou notoriedade nas redes sociais, especialmente pela defesa inusitada da professora, que tentou explicar conceitos de química em sua defesa.
O tribunal destacou a discórdia conjugal entre o casal, que vivia separado e tinha histórico de desentendimentos. Neeraj, um médico aposentado, havia relatado a amigos que Mamta o estava “torturando” e que ele temia por sua vida. A acusação incluiu a descoberta de um fio elétrico e de comprimidos de sonífero na cena do crime.
Mamta apresentou uma defesa detalhada, mencionando falhas na investigação e alegando que a causa da morte poderia ser problemas cardíacos. Contudo, o tribunal considerou as evidências, incluindo a falta de testemunhas e a ausência de exames adequados, como determinantes para a condenação.
O caso revela não apenas um crime, mas também as complexidades de um relacionamento marcado por desconfiança e conflitos, culminando em um desfecho trágico.
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