Um grupo de 20 parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais divulgou uma carta neste sábado (16) criticando a candidatura do governador Romeu Zema (Novo) à Presidência, chamando-a de “pseudocandidatura”. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que Zema anunciou oficialmente sua candidatura em um evento em São Paulo.
A carta, assinada pelo Bloco Democracia e Luta, descreve a gestão de Zema como um “desastre camuflado” por uma intensa campanha publicitária, com gastos de R$ 147 milhões. Os parlamentares destacam cortes em áreas essenciais, como segurança pública, citando a decisão do governador de reduzir o fornecimento de combustível para viaturas policiais.
Além disso, a carta critica a política educacional de Zema, que, segundo os parlamentares, busca privatizar escolas estaduais. Eles afirmam que os alunos enfrentam condições precárias, como mobiliário quebrado e falta de água nas torneiras. A saúde pública também é alvo de críticas, com a acusação de que o governador barraria a destinação de R$ 1 bilhão para o combate à miséria em Minas Gerais.
Os parlamentares ressaltam que a imagem de Zema como um político eficiente é sustentada por investimentos em publicidade, enquanto as políticas públicas não atendem às necessidades da população. O documento menciona ainda a defesa de Zema ao ex-presidente americano Donald Trump e sua crítica ao bloco Brics, que representa uma parte significativa das exportações mineiras.
Por fim, a carta aponta a falta de diálogo do governador com a Assembleia e a ausência de transparência nas renúncias fiscais concedidas pelo governo estadual, afirmando que “o que não é bom para Minas, nunca será bom para o País.”
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