Carles Puigdemont, líder de Junts per Catalunya, defendeu a oficialidade do catalão na Europa durante sua participação na Universitat d’Estiu de Prada de Conflent, na França. Ele pediu paciência para alcançar esse objetivo, criticando o bloqueio da iniciativa por parte do Partido Popular (PP) e do governo alemão. Puigdemont afirmou que a luta pela oficialidade é um processo que requer tempo e que, se necessário, pode ser buscada por meio dos tribunais.
Em sua conferência, o ex-presidente da Catalunha destacou que o Estado espanhol não reparou os danos causados pelo franquismo aos falantes de catalão, gallego e euskera. Ele elogiou os esforços do governo de Pedro Sánchez em reconhecer a diversidade linguística, mas lamentou a lentidão para conseguir a unanimidade necessária no Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia. “Temos que ter paciência, é um processo de maduração intenso,” disse Puigdemont.
O ex-líder catalão também abordou a importância da imigração para a sobrevivência da língua. Ele argumentou que a responsabilidade de garantir a continuidade do catalão recai sobre seus falantes e que a oficialidade na Europa proporcionaria uma proteção significativa à língua. “Se a língua falha, tudo falha,” afirmou, citando o linguista Pompeu Fabra. Além disso, ele defendeu que o Parlamento da Catalunha deve ter a capacidade de legislar sobre imigração, considerando que a inclusão de imigrantes é essencial para o futuro da língua.
Por fim, Puigdemont criticou a postura do PP e a influência do governo alemão no bloqueio da oficialidade, ressaltando que a resistência à proposta é motivada por razões políticas. Ele concluiu que a luta pela oficialidade do catalão é uma questão de justiça e reconhecimento cultural.
Entre na conversa da comunidade