Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, foi brutalmente assassinada após recusar um convite de um traficante durante um baile funk na comunidade da Coreia, no Rio de Janeiro. O crime, ocorrido na madrugada de domingo, foi supostamente ordenado por Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, chefe do tráfico na região.
O corpo de Sther foi encontrado desfigurado e entregue à família, que gastou cerca de R$ 2 mil em uma reconstrução facial para o velório. A mãe, Carina Couto, expressou sua dor nas redes sociais, clamando por justiça e lamentando a perda da filha. “Tiraram você de mim, minha filha, minha princesinha”, escreveu.
Mobilização da Comunidade
Durante o velório, realizado no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, amigos e familiares usaram camisetas com o rosto da jovem em homenagem. A irmã de Sther, Stefany, denunciou a brutalidade do crime e pediu que a comunidade não abandonasse a busca por justiça. “Ela tinha tantos sonhos… Isso foi arrancado dela de uma maneira cruel”, afirmou.
Sther estava em uma fase de conquistas pessoais, sonhando em tirar a carteira de habilitação e se mudar para um novo apartamento. O crime, que também envolveu agressões e suposto estupro, destaca a crescente violência contra mulheres no estado, onde apenas no primeiro semestre de 2023, 49 feminicídios foram registrados.
Investigação em Andamento
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso, que revela a brutalidade do tráfico de drogas na região. Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, possui 12 mandados de prisão em aberto e é conhecido por sua violência. A família de Sther enfrenta ameaças, aumentando a tensão na comunidade.
O assassinato de Sther Barroso dos Santos é um triste reflexo da realidade enfrentada por muitas mulheres nas comunidades dominadas pelo tráfico, onde a violência e a impunidade são alarmantes. A mobilização por justiça continua, com a esperança de que o crime não fique impune.
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