Líderes governistas estão abandonando a CPI do INSS, após a oposição assumir o controle da comissão. A decisão ocorre em meio a um escândalo de descontos fraudulentos que se intensificou durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tomou medidas, como demissões e acordos para ressarcir as vítimas.
Pelo menos quatro senadores e um deputado manifestaram a intenção de deixar a CPI, considerando o cenário “totalmente imprevisível”. A preocupação gira em torno das quebras de sigilo que podem expor novos problemas ao governo. A rebeldia na base governista se intensificou após a derrota do Planalto na escolha da relatoria, que ficou a cargo do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), visto como uma escolha desastrosa por muitos aliados.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) já pediu para ser substituído, enquanto outros, como Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM), também consideram deixar a comissão. Um deputado do PT expressou descontentamento em participar de uma CPI sob a relatoria de um “bolsonarista imponderável”, especialmente a um ano das eleições.
A escolha de Gaspar para relatar a CPI é vista como problemática, dado seu histórico de investigação e sua declaração de que pretende “seguir o dinheiro” relacionado aos descontos fraudulentos. A CPI, que inicialmente parecia favorável ao governo, agora levanta preocupações sobre a possibilidade de novas revelações que podem complicar ainda mais a administração de Lula.
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