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Polícia Federal recupera mensagens apagadas de celulares apreendidos em investigações

Polícia Federal revela mensagens recuperadas que ligam Jair e Eduardo Bolsonaro a tentativas de sanções internacionais contra o Brasil

Um estudante usa seu celular em Melbourne em 27 de novembro de 2024 (Foto: William WEST / AFP)
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A Polícia Federal (PF) indiciou, na última quarta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A investigação, que já estava em andamento, utiliza mensagens recuperadas de celulares, apesar de algumas informações não terem sido acessadas.

As mensagens, extraídas do telefone de Jair Bolsonaro, foram obtidas por peritos da PF, mesmo após terem sido apagadas. O relatório da investigação aponta que os diálogos entre pai e filho evidenciam a participação deles na articulação de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. A PF destacou que as conversas recuperadas são relevantes para o contexto da apuração.

A recuperação dos dados foi realizada com o uso de ferramentas avançadas, embora a PF não tenha especificado qual software foi utilizado. O relatório menciona que, apesar do sucesso na recuperação de mensagens, diversos arquivos de mídia, como áudios e vídeos, não puderam ser acessados devido à forma como o WhatsApp armazena esses dados.

Técnicas de Recuperação de Dados

A PF tem adotado um protocolo rigoroso para a recuperação de dados de celulares apreendidos. Após a apreensão, os dispositivos são desligados, lacrados e enviados ao Instituto Nacional de Criminalística (INC) em Brasília. Os peritos iniciam o processo descriptografando os aparelhos e fazendo cópias forenses do conteúdo.

Caso os dados originais tenham sido apagados, a PF utiliza softwares especializados, como o Cellebrite Premium e o GrayKey, para tentar recuperar as informações. Se necessário, a PF pode solicitar dados diretamente às empresas de tecnologia, como a Meta, e, em caso de obstrução, pode recorrer à Justiça para obter quebras de sigilo.

A criptografia de ponta a ponta do WhatsApp impede que mensagens sejam interceptadas durante o envio, mas, ao ter acesso físico ao aparelho, a PF consegue extrair o conteúdo diretamente. Essa técnica foi fundamental para acessar as mensagens de Jair Bolsonaro, que estavam armazenadas em seu celular.

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