Lyle e Erik Menendez, condenados pelo assassinato de seus pais em 1989, tiveram suas solicitações de liberdade condicional negadas recentemente. A decisão foi anunciada na sexta-feira, após uma audiência de mais de 11 horas, onde os comissários avaliaram o risco que os irmãos representariam para a sociedade.
Os Menendez, que estão presos desde 1990, alegaram ter agido em legítima defesa após anos de abuso. No entanto, os comissários destacaram que a natureza “insensível” dos assassinatos e as tentativas de Lyle de encobrir seu papel no crime foram fatores determinantes para a negativa. A comissária Julie Garland mencionou que o uso de celulares contrabandeados pelos irmãos também contribuiu para a decisão, indicando uma violação das regras da prisão.
Os irmãos, que tinham 21 e 18 anos na época do crime, foram condenados em 1996 após um julgamento amplamente coberto pela mídia. Eles admitiram ter atirado em seus pais, José e Kitty Menendez, mas alegaram que o ato foi motivado pelo medo de suas vidas. Os promotores, por outro lado, argumentaram que os assassinatos foram premeditados e motivados pela ganância.
Lyle Menendez, de 57 anos, e Erik Menendez, de 54 anos, poderão solicitar nova audiência de liberdade condicional em três anos. Em maio deste ano, suas sentenças foram reduzidas para 50 anos de prisão perpétua, tornando-os elegíveis para liberdade condicional após cumprirem metade da pena. O caso voltou a ganhar notoriedade com o lançamento da série “Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais” na Netflix, em 2022.
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