Javier Milei, presidente da Argentina, enfrenta uma crescente crise política em 2025, após perder apoio no Congresso. Desde sua posse em dezembro de 2023, ele tem criticado abertamente o Parlamento, chamando-o de “ninho de ratas”. Inicialmente, conseguiu aprovar sua agenda de desregulação econômica, mas agora enfrenta uma forte resistência.
Recentemente, as câmaras de Deputados e Senadores aprovaram leis que reverteram cortes de gastos e anularam decretos presidenciais. As votações foram expressivas, com 172 votos a favor de um aumento nos fundos para pessoas com deficiência e 143 a 90 na aprovação de recursos para as províncias. Essas decisões refletem um movimento unificado da oposição, que inclui desde o peronismo até partidos de centro e direita.
Milei, que chegou ao poder com um apoio parlamentar limitado, agora vê sua base se fragmentar. A oposição, que antes lhe concedia confiança, se uniu contra suas políticas, especialmente em áreas sensíveis como educação e saúde. O presidente, por sua vez, tem intensificado suas críticas ao kirchnerismo, acusando-o de querer “quebrar o Estado nacional” e aumentar o gasto público.
Crise de Confiança
A situação se agrava com uma investigação de corrupção que envolve a administração de Milei. Acusações de uma rede de corrupção em compras públicas de medicamentos ameaçam sua credibilidade. A investigação inclui sua irmã, Karina Milei, secretária geral da Presidência.
Diante desse cenário, o presidente aposta em uma polarização com a oposição e em um desempenho favorável nas eleições legislativas de Buenos Aires e nacionais, previstas para setembro e outubro, respectivamente. A expectativa é que um bom resultado nas urnas possa reverter sua atual fragilidade no Congresso e permitir a continuidade de sua agenda econômica.
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