O Banco do Brasil denunciou práticas delitivas envolvendo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seus aliados, que têm disseminado fake news sobre a instituição. As publicações afirmam que o banco corre risco de falência devido à Lei Magnitsky. A denúncia foi formalizada em um ofício enviado à Advocacia-Geral da União (AGU).
A AGU, em resposta, requisitou à Polícia Federal a investigação das publicações, considerando-as potenciais crimes contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito. O banco alertou que tais informações podem gerar uma corrida bancária, prejudicando a economia nacional. Desde a última semana, perfis ligados à direita têm sugerido a venda de ações do BB, alegando riscos infundados.
O Banco do Brasil, que é responsável pelo pagamento da folha salarial do Supremo Tribunal Federal, destacou que as declarações enganosas têm causado preocupação entre os clientes. O documento enviado à AGU menciona que a propagação de informações falsas pode resultar em consequências graves, como a instabilidade do sistema financeiro.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, também comentou sobre os ataques ao banco, afirmando que há uma ação deliberada de bolsonaristas para minar instituições públicas. O BB já cancelou cartões de bandeiras americanas do ministro Alexandre de Moraes, que foi afetado pela Lei Magnitsky.
Além de Eduardo Bolsonaro, o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, também tem promovido informações negativas sobre o banco. O BB enfatizou que tomará todas as medidas legais necessárias para proteger sua reputação e seus clientes, alertando que a divulgação de informações falsas pode levar a penas de reclusão de 2 a 6 anos.
Entre na conversa da comunidade