Jair Bolsonaro e seu grupo político estão mobilizados para evitar que as sanções dos Estados Unidos atinjam o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. As sanções, que visam autoridades brasileiras, incluem membros do STF e têm gerado preocupação entre os aliados do ex-presidente.
Integrantes do PL, partido de Bolsonaro, como o presidente Valdemar Costa Neto, defendem a importância de preservar Mendes das punições. Gilmar é considerado um canal essencial de comunicação com o STF, especialmente em tempos de tensão política. Valdemar e outros líderes do PL têm enfatizado que a sanção ao ministro seria prejudicial, uma vez que ele é visto como uma ponte entre o grupo bolsonarista e a corte.
Recentemente, Mendes se reuniu com líderes do PL e negou ter conversado com Bolsonaro. Ele foi um dos poucos ministros a se encontrar com o grupo em meio à escalada de ataques dos EUA ao STF. Durante um café da manhã com Valdemar e outros aliados, o ministro reafirmou que as sanções não afetarão o Supremo, especialmente no julgamento de ações relacionadas ao golpe.
Além disso, Mendes comentou sobre sua citação em uma conversa entre Bolsonaro e seu filho, Eduardo. O ex-presidente pediu ao filho para “esquecer qualquer crítica ao Gilmar”, segundo um relatório da Polícia Federal. Mendes destacou que sua presença nas discussões políticas é resultado de sua capacidade de diálogo com diversas figuras do cenário político.
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