Ismael “El Mayo” Zambada, um dos líderes do Cartel de Sinaloa, se declarou culpado por conspiração e direção de uma organização criminosa em um tribunal federal de Nova York. A Justiça dos EUA confiscou seus ativos, avaliados em 15 bilhões de dólares. Durante a audiência, Zambada admitiu ter pago subornos a autoridades mexicanas, embora não tenha revelado nomes.
O Cartel de Sinaloa, ativo desde os anos 1990, se beneficiou da corrupção de policiais, políticos e juízes, permitindo a operação de uma vasta rede de tráfico de drogas. Segundo a acusação, Zambada e outros líderes do cartel, como Joaquín “El Chapo” Guzmán, geraram até 10 milhões de dólares em receita anual apenas com a distribuição de cocaína nos EUA. Os lucros também vieram do tráfico de outras substâncias, como maconha e metanfetamina.
Confisco de Ativos
O juiz Brian Cogan ordenou a apreensão de bens de Zambada, que, segundo sua própria declaração, esteve envolvido no tráfico de drogas por quase seis décadas. O processo judicial inclui duas acusações, uma de 2009 e outra de 2012, que descrevem o cartel como uma organização criminosa com laços entre os principais traficantes da época. O documento de 2009 menciona Zambada e outros líderes, mas não aborda a fragmentação da aliança entre eles.
As operações do cartel eram sustentadas por um sistema de corrupção que garantiu proteção política e judicial. O documento de 2012 detalha como Zambada e Guzmán lideraram o tráfico de toneladas de drogas, além de envolvimento em assassinatos e extorsões. O cartel também se aliou a grupos armados e travou guerras contra rivais, como o Cartel de Juárez.
Implicações e Futuro
A U.S. Attorney General Pam Bondi afirmou que Zambada pagou subornos a oficiais do governo, reforçando a ideia de que a corrupção estava enraizada nas operações do cartel. Apesar das declarações, a defesa de Zambada garantiu que ele não cooperará com a Justiça dos EUA, deixando em aberto o futuro das investigações sobre seus cúmplices no México.
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