Lisa Cook, a primeira mulher negra a integrar o Federal Reserve, enfrenta uma batalha legal após ser demitida pelo ex-presidente Donald Trump. Em 25 de setembro, Trump alegou que Cook cometeu fraude hipotecária, mas a diretora nega as acusações e processou o governo para reverter sua demissão.
O advogado Abbe Lowell, designado para defender Cook, afirmou que a tentativa de demissão não possui base legal. Ele destacou que o Federal Reserve é uma instituição independente e que Trump não tem autoridade para remover Cook sem uma justificativa válida. “Sua tentativa de demiti-la não tem qualquer base factual ou legal”, declarou Lowell.
Cook, que foi nomeada por Joe Biden em 2022, já havia enfrentado resistência durante sua confirmação, que ocorreu por voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris. A demissão, se confirmada, seria sem precedentes na história do Fed, que existe há 112 anos. A Suprema Corte dos EUA determina que membros do Fed só podem ser demitidos por justa causa, como má conduta.
As alegações contra Cook foram levantadas por Bill Pulte, diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, que afirma que ela declarou dois imóveis como residência principal ao mesmo tempo. O Departamento de Justiça está investigando as acusações, liderado pelo procurador de indultos dos EUA, Ed Martin.
Natural da Geórgia, Cook possui um doutorado em economia e é uma defensora das questões econômicas que afetam mulheres, especialmente as negras. Sua trajetória no Fed, inicialmente prevista até 2024, foi estendida até 2028, e ela reafirmou sua intenção de continuar no cargo.
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