Donald Trump assina ordem executiva que afeta direitos trabalhistas
Donald Trump, em seu retorno à presidência, assinou uma ordem executiva que elimina convenções coletivas para funcionários federais e revoga o salário mínimo para contratados. Essas medidas resultaram em demissões e redução de benefícios, gerando críticas de sindicatos e organizações civis.
No último Dia do Trabalho, mais de mil protestos ocorreram em mais de 900 cidades dos Estados Unidos, sob o lema “Trabalhadores por cima dos milmillonários”. A presidente da AFL-CIO, Liz Shuler, destacou que a situação dos trabalhadores está sendo atacada e questionou as ameaças aos direitos trabalhistas.
A nova ordem executiva afeta agências como a NASA e o Serviço Meteorológico Nacional, que devem encerrar os acordos coletivos com os sindicatos. O Departamento de Assuntos de Veteranos já havia solicitado a eliminação de proteções para mais de 400 mil trabalhadores. Desde o início do mandato, as políticas de Trump têm causado demissões em massa e cortes de benefícios.
Além disso, a revogação do salário mínimo de 17,75 dólares por hora, estabelecido por Joe Biden, pode resultar em uma perda salarial anual de mais de 9.200 dólares para os trabalhadores. A analista política Aurelia Glass criticou a administração, afirmando que as ações de Trump empoderam as corporações a reduzir salários.
A situação se agrava com a campanha de deportação, que já retirou 1,2 milhão de trabalhadores do mercado. Os setores agrícola e da construção, que dependem fortemente de mão de obra migrante, enfrentam dificuldades. Ken Simonson, economista da Associação de Contratistas Gerais, afirmou que a escassez de trabalhadores tem afetado gravemente o emprego na construção civil.
Apesar das críticas e das evidências de impacto negativo nas condições de trabalho, a Casa Branca continua a afirmar que está lutando pelos interesses dos trabalhadores americanos.
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