A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (3), uma operação que investiga o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), por suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos na construção do Hospital Geral Municipal. A ação inclui 13 mandados de busca e apreensão em Macapá e Belém (PA).
As investigações revelam indícios de um esquema criminoso que teria direcionado a licitação do hospital, cujo contrato, no valor de R$ 69,3 milhões, foi assinado em maio de 2024. A PF apura também o desvio de recursos da Secretaria Municipal de Saúde, com um dos investigados supostamente sacando R$ 9 milhões em espécie.
Contexto da Investigação
A operação ocorre em um cenário de crescente insatisfação popular com a gestão de Furlan. Recentemente, o prefeito se envolveu em um incidente com jornalistas durante uma visita às obras do hospital, onde agrediu um repórter. O episódio gerou repercussão negativa nas redes sociais e aumentou as críticas à sua administração.
Além das fraudes na licitação, os envolvidos podem enfrentar acusações de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. A PF destaca a importância da transparência na gestão pública, especialmente em projetos de grande porte.
Furlan, reeleito em 2024 com 85% dos votos, já havia enfrentado investigações anteriores, incluindo uma operação da PF em 2020 sobre fraudes em contratos de urbanização. A nova operação levanta questões sobre a integridade de sua administração e os impactos que isso pode ter na política local.
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