Neste domingo (7), manifestações em várias cidades do Brasil, organizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, clamaram por anistia a condenados por atos golpistas. Os protestos ocorreram em locais como a Avenida Paulista em São Paulo e a orla de Copacabana no Rio de Janeiro, com o objetivo de criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e exigir a liberdade dos réus.
Os atos foram convocados pelo pastor Silas Malafaia e contaram com a presença de figuras políticas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que pressionou pela votação da anistia na Câmara dos Deputados. Em São Paulo, os manifestantes exibiram uma bandeira gigante dos Estados Unidos e cartazes com mensagens de apoio a Donald Trump, enquanto em Copacabana, a concentração começou antes das 11h, com a execução do Hino Nacional.
Julgamento de Bolsonaro
O STF iniciou o julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus na última terça-feira (2), acusados de tentativa de golpe após as eleições de 2022. Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, pode enfrentar penas de até 43 anos de prisão. A discussão sobre uma possível anistia ganhou força na Câmara, com o Partido Liberal (PL) e o Centrão apoiando a medida. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda não pautou a votação, mas enfrenta pressão crescente.
Os apoiadores de Bolsonaro pedem que a anistia se aplique não apenas aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro, mas também ao ex-presidente e seus aliados. Enquanto isso, o Senado discute uma proposta alternativa que exclui Bolsonaro e propõe a redução das penas sem anulação.
Mobilização da Oposição
Movimentos de esquerda também se mobilizaram neste domingo, realizando protestos em diversas cidades contra a anistia e em defesa da democracia. Em São Paulo, cerca de 8,8 mil pessoas participaram do Grito dos Excluídos, que criticou a possibilidade de anistia e reafirmou o compromisso com a soberania nacional.
A situação política permanece tensa, com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se opondo a qualquer proposta de anistia. O presidente Lula convocou mobilizações sociais para barrar a medida, enquanto a oposição continua a pressionar por sua aprovação. O desdobramento dos eventos pode impactar o futuro político de Bolsonaro e seus apoiadores.
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