Vereadores de Belo Horizonte aprovaram, na segunda-feira (8), uma moção que declara o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, persona non grata na capital mineira. A proposta, apresentada pelo vereador Pablo Almeida (PL), foi aprovada em votação simbólica, refletindo a polarização política entre os partidos.
A moção, que não possui efeitos legais, foi justificada por Almeida com base nas sanções impostas a Moraes pelo governo dos Estados Unidos, fundamentadas na Lei Magnitsky. O vereador argumentou que as punições devem ser encaradas com seriedade e que a situação transforma o ministro em um “pária”. Durante a sessão, Almeida criticou a postura de Moraes, citando um gesto obsceno feito pelo ministro em um evento esportivo em São Paulo.
Parlamentares do PT e do PSOL se opuseram à moção, considerando-a uma forma de perseguição política. O vereador Pedro Patrus (PT) destacou que a declaração de persona non grata não está prevista no regimento interno da Câmara. Em contrapartida, uma moção de apoio a Moraes, proposta por Pedro Rousseff (PT), foi rejeitada pela maioria dos vereadores, evidenciando a divisão entre os partidos.
A aprovação da moção contra Moraes ocorre em um contexto de crescente tensão política no Brasil, especialmente em relação ao papel do STF. A figura do ministro continua a ser um tema controverso, refletindo as divisões ideológicas que permeiam o cenário político nacional.
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