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Milei reavalia estratégias após derrota nas eleições de Buenos Aires

Javier Milei enfrenta crise política após derrota nas eleições de Buenos Aires, com mercado reagindo negativamente e tensões internas aumentando

Javier Milei em Buenos Aires no dia 7 de setembro (Foto: Reprodução)
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Javier Milei, presidente da Argentina, enfrenta uma crise política após uma derrota eleitoral significativa nas legislativas da província de Buenos Aires, onde sua coalizão, A Liberdade Avança, obteve apenas 33,71% dos votos, perdendo para os peronistas, que alcançaram 47,28%. A diferença de mais de 13 pontos representa um golpe duro para Milei, que havia prometido aniquilar o peronismo.

Após os resultados, o clima no governo se tornou tenso, com especulações sobre mudanças no Gabinete. Milei reuniu seus ministros para discutir a situação, mas os anúncios foram considerados insuficientes. A criação de uma “mesa política” e a abertura de diálogo com governadores que se sentiram traídos foram algumas das medidas apresentadas. O governador de Salta, Gustavo Sáenz, criticou a postura do presidente, afirmando que ele “caga a todos os fiéis”.

Milei reconheceu a derrota e afirmou que haverá uma autocrítica para corrigir erros, mas deixou claro que não haverá mudanças na política econômica. Seu ministro da Economia, Luis Caputo, reiterou que não haverá alterações nas diretrizes fiscais ou monetárias. Essa postura gerou reações negativas nos mercados, com o peso argentino caindo 3% em relação ao dólar e ações argentinas em Wall Street despencando até 20%.

Reações e Críticas Internas

A derrota também provocou um clima de rivalidade interna no partido. Acusações começaram a surgir, com membros da coalizão culpando os estrategistas da campanha pela perda. Os Menem, familiares do ex-presidente Carlos Menem, foram apontados como responsáveis, junto com outros aliados de Milei. A insatisfação se espalhou entre os membros da coalizão, especialmente entre aqueles que se sentiram marginalizados.

Além disso, o governo enfrenta um escândalo de corrupção envolvendo a irmã de Milei, Karina, e seu advogado pessoal, Diego Spagnuolo. Ambos são acusados de irregularidades em contratos de compras de medicamentos, o que levanta questões sobre o impacto desse caso nas eleições. Com as próximas eleições nacionais marcadas para 26 de outubro, Milei terá que ajustar sua estratégia para recuperar a confiança do eleitorado e ampliar sua base de apoio.

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