BRASÍLIA – O ex-presidente Jair Bolsonaro foi absolvido de todas as cinco imputações relacionadas a um suposto golpe de Estado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi anunciada durante uma sessão que se estendeu por todo o dia, onde Fux também condenou Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, por abolição do Estado Democrático de Direito.
Durante a sessão, o ministro Flávio Dino questionou Fux sobre o voto referente a Mauro Cid, gerando risos entre os presentes. Dino indagou se o voto de Fux seria pela absolvição ou condenação de Cid, ao que Fux confirmou a condenação do delator, mas ainda não havia finalizado seu voto. O ministro Fux, que se dedicou a ler a ação penal, acolheu preliminares das defesas que poderiam levar à anulação do processo.
Fux argumentou que o caso deveria ser julgado na Justiça Federal e, caso permanecesse no STF, deveria ser analisado pelo Plenário da Corte. Ele também mencionou que houve cerceamento de defesa durante o processo. A decisão de absolver Bolsonaro e Almir Garnier, enquanto condenava Cid, levanta questionamentos sobre a condução do julgamento e suas implicações para a política brasileira.
Entre na conversa da comunidade