O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que a Faixa de Gaza representa uma “mina de ouro” imobiliária e que estão em andamento negociações com os Estados Unidos para dividir o território palestino após a guerra. A afirmação foi feita em um evento imobiliário em Tel Aviv, onde Smotrich destacou que a oportunidade “se paga” e que já iniciou diálogos com Washington sobre a repartição da terra.
Smotrich, ligado ao partido ultranacionalista Sionismo Religioso, afirmou que a fase de demolição em Gaza já foi concluída e que agora é hora de construir. Ele mencionou um plano de negócios elaborado por especialistas israelenses, que estaria sob análise do presidente dos EUA, Donald Trump. O ministro enfatizou a necessidade de “partilhar os lucros da comercialização de terrenos em Gaza”.
A situação em Gaza é crítica, com mais de 450 mil palestinos deslocados devido à recente ofensiva militar israelense. As forças armadas de Israel afirmaram ter atingido mais de 1.200 alvos terroristas desde o início da nova fase de ataques. A ONU, por sua vez, acusou Israel de genocídio, uma alegação que o governo israelense nega.
As declarações de Smotrich não são novas; em ocasiões anteriores, ele sugeriu a conquista total de Gaza e a redução da população por meio de emigração voluntária. Essas posturas extremas resultaram em sanções de países como Reino Unido, Canadá e Austrália, que o acusam de incitar a violência contra civis. A popularidade do ministro tem caído, e pesquisas indicam que seu partido não conseguiria conquistar assentos em uma eleição atual.
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