O canal de YouTube do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi removido da plataforma sem explicações, conforme verificado pela AFP neste sábado, 21 de setembro. A conta, que contava com 233 mil inscritos, exibe a mensagem “Esta página não está disponível”. O governo venezuelano não se manifestou sobre o ocorrido, mas a emissora Telesur afirmou que o fechamento ocorreu em um contexto de “guerra híbrida” promovida pelos Estados Unidos contra a Venezuela.
A remoção do canal acontece em meio a um clima de crescente tensão entre os dois países. Na última semana, os EUA posicionaram oito navios no Caribe, alegando que a ação visa combater o narcotráfico. Em resposta, Maduro denunciou uma “ameaça militar” e ordenou o envio de tropas para as fronteiras, além de realizar exercícios militares na ilha La Orchila. O presidente também incentivou o treinamento de civis para se prepararem para possíveis conflitos.
Este não é o primeiro incidente envolvendo as redes sociais e o governo de Maduro. No ano passado, o presidente acusou o TikTok de bloquear suas transmissões ao vivo durante protestos contra sua reeleição. Em 2021, sua conta no Facebook foi suspensa por um mês após promover um medicamento contra a covid-19. A remoção do canal no YouTube levanta questões sobre liberdade de expressão e censura na Venezuela, especialmente em um contexto de crescente repressão a vozes dissidentes.
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