A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) foi interceptada por militares israelenses enquanto participava de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza. O incidente ocorreu na quarta-feira, 1º de outubro, e a parlamentar deverá ser transferida para um centro de detenção em Ketsiot, no sul de Israel.
Após a abordagem, a deputada e outros ativistas foram retirados de seus barcos e levados para embarcações militares, sendo inicialmente transportados para Ashdod. Nesse local, os detidos passaram por procedimentos migratórios e tiveram a oportunidade de assinar um termo que permitiria sua saída do país. Aqueles que aceitarem o termo serão acomodados em voos comerciais assim que o aeroporto internacional Ben Gurion retomar suas atividades, atualmente suspensas devido ao Yom Kippur, feriado judaico.
Os ativistas que optarem por não assinar o termo enfrentarão um processo judicial local e permanecerão detidos até a resolução de suas situações. De acordo com fontes diplomáticas israelenses, o governo está considerando fretar aeronaves para facilitar a saída dos que concordarem em deixar Israel, em resposta à grande quantidade de detidos. O tratamento recebido por Luizianne Lins é semelhante ao de outros ativistas que foram interceptados.
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