A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) sinalizou que pode deixar o Partido Liberal se não for incluída na chapa ao Senado em 2026. A declaração, feita em entrevista à rádio Princesa, ocorreu na última quinta-feira (23), em meio a um impasse sobre a formação da chapa da direita em Santa Catarina. O governador Jorginho Mello (PL-SC) havia prometido a vaga à deputada, mas atualmente defende o nome do senador Esperidião Amin (PP) para a aliança, visando manter tempo de TV.
De Toni destacou que a promessa de Mello foi feita pessoalmente, mas a situação atual a leva a considerar outras siglas. “Se a palavra que me foi dada não for cumprida, vou ter que buscar outro rumo em um partido que não esteja subordinado a nenhum cacique partidário”, afirmou. A deputada também enfatizou que não aceitará pressões internas e que não é uma “fantoche ou palhaça” no cenário político.
Autonomia e Apoio
A parlamentar defende uma chapa puro-sangue no PL, ao lado de Carlos Bolsonaro, que também está se preparando para a disputa. De Toni ressaltou que conta com o apoio de prefeitos e parlamentares de diversos partidos, o que reforça sua posição de autonomia. “Vão se surpreender quando abrir a janela partidária e eu tiver que fazer minha movimentação”, declarou.
Mello, por sua vez, elogiou a deputada, chamando-a de “grande amiga”, mas descartou a possibilidade de que ela integre a chapa como vice, afirmando que a vaga será do MDB. Apesar das divergências, De Toni se mostrou diplomática ao falar sobre a concorrência, reafirmando seu compromisso com Santa Catarina e os catarinenses.
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