O Maracanã, atualmente sob a administração de Flamengo e Fluminense, pode ser leiloado para quitar parte da dívida do Estado do Rio de Janeiro com a União. A possibilidade foi discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na última quarta-feira, 22. O contrato de concessão, assinado em setembro de 2024, garante aos clubes a gestão do estádio até 2044, mas um leilão mudaria essa dinâmica.
Fluminense tem prioridade na concessão. Caso o leilão se concretize, o Tricolor pode manter a concessão, mas também se tornar um dos possíveis compradores do estádio, em parceria com o Flamengo. O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União), justificou a inclusão do Maracanã na lista de bens leiloados, afirmando que o governo estadual gasta em média R$ 1 milhão por partida, o que contrasta com os R$ 20 milhões anuais que o Estado deveria receber do consórcio.
Implicações do Leilão
Se a Alerj aprovar o leilão, a Fla-Flu Serviços S.A., a atual concessionária, poderá participar do processo, desde que atenda aos requisitos do edital. O contrato prevê que, em caso de rescisão, Flamengo e Fluminense teriam direito a 10% do valor total do contrato, além de ressarcimento por investimentos realizados no estádio. A situação gera incertezas quanto ao futuro do Maracanã e à continuidade da gestão pelos clubes.
A necessidade de amortizar a dívida do Estado com a União levanta questões sobre o futuro do Complexo do Maracanã e o impacto nas finanças do governo. A decisão final sobre o leilão ainda depende da aprovação do plenário da Alerj, o que pode definir os próximos passos para a gestão do estádio.
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