O STF determinou prisão preventiva de Jair Bolsonaro após vigília de apoiadores, com risco de fuga e de rompimento da tornozeleira. A decisão foi tomada de forma monocrática pelo ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro foi preso por volta das 6h em Brasília, após a PF apontar risco de fuga durante a vigília próxima ao condomínio do ex-presidente. Ele foi levado à Superintendência da PF na capital.
Uma cela especial foi preparada para o ex-presidente na sede da PF. Enquanto ocorria o exame de corpo de delito, a audiência de custódia foi marcada para as 12h de domingo, 23/11. A fiscalização limita visitas à assessoria.
Desenvolvimento
Moraes convocou sessão extraordinária da Primeira Turma para referendar a decisão, em plenário virtual a partir de 24/11. A votação contará com Flávio Dino, que preside a Turma, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Segundo as informações, a suposta estratégia de Bolsonaro seria buscar refúgio na Embaixada dos Estados Unidos, a cerca de 13 quilômetros de seu endereço em Brasília. A Polícia Federal informou o cumprimento do mandado neste sábado.
A prisão não implica início do cumprimento de pena por golpe de Estado. O objetivo declarado é a garantia da ordem pública, diante da vigília organizada nas proximidades do condomínio. A secretaria do STF afirmou que a decisão foi cumprida em Brasília.
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