Nigel Farage, líder do Reform UK, enfrenta novas revelações sobre supostos comportamentos racistas e antissemíticos na adolescência. A divulgação ocorreu após o Guardian confirmar relatos de 28 ex-colegas de Dulwich College sobre episódios na escola. Farage reagiu de forma acalorada em Londres.
A imprensa britânica já havia listado relatos anteriores; agora aparecem mais cinco testemunhas, elevando o total para 28. Os relatos apontam incidentes envolvendo observações problemáticas sobre etnia e identidade durante o período escolar.
Desdobramentos na escola e reação pública
Segundo o material analisado pelo Guardian, alguns ex-colegas descreveram atitudes agressivas de Farage em relação a colegas de origem árabe e judaica, além de referências ao nazismo. A escola Dulwich College aparece como polo dos acontecimentos relatados.
Farage fez acusações públicas contra a BBC durante a coletiva em Londres, prometendo boicote à emissora. O líder do Reform também citou Bernard Manning ao defender seu ponto de vista, em meio a questionamentos sobre o passado dele na década de 1970.
Repercussões políticas e declarações oficiais
Além das queixas sobre o passado escolar, Farage negou ter feito declarações racistas ou antissemitas com malícia, ressaltando que pode ter havido “banter” na época. Seu time jurídico já havia afirmado que as alegações eram contestadas.
Em paralelo, a cobertura gerou críticas cruzadas: o líder de oposição em Escócia condenou o tom dos comentários de Farage sobre Glasgow, destacando a diversidade local. Até o momento, não houve confirmação de novas investigações formais.
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