Fouad Masri, de 50 anos, não se declarou culpado das acusações envolvendo a projeção de mensagens pró-Palestina no saguão frontal da Sydney Opera House, em 11 de outubro. O caso tramitou na corte local, no John Maddison Tower, e a defesa indicou que pode recorrer à constitucionalidade da lei que embasa as acusações.
Segundo a acusação, Masri utilizou um projetor para exibir mensagens nas escadas do extremo sul do pátio, incluindo pedidos de reparação por genocídio e pelo fim da ocupação. Após abordagem da segurança, ele teria desmontado o equipamento e foi escoltado até uma saída; posteriormente, recebeu uma ordem de afastamento pela polícia.
A defesa argumenta que as acusações violam a liberdade de expressão implícita, e pretende contestar a validade das disposições legais. O processo foi adiado para fevereiro, com a possibilidade de um desafio constitucional às normas que criminalizam atividades no Opera House.
Desdobramentos legais
A polícia afirma que Masri foi parado fora do saguão, após retirado o equipamento, e assimilado a uma violação à bylaw do Sydney Opera House Trust Act de 1961, que regula atividades na casa símbolo. Masri permanece sob acusação de distribuir publicidade no local e de conduzir demonstração pública no recinto.
A promotoria sustenta que as leis visam manter a ordem e proteger o uso institucional do monumento. A defesa, por sua vez, sustenta que as regras podem restringir a comunicação política de forma desproporcional, o que será tema de debate judicial. O resultado pode influenciar casos de liberdade de expressão associados a manifestações políticas no país.
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