Peter Francis, jornalista informante, afirmou que oficiais seniores se opuseram a revelar, aos olhos de uma comissão pública, a vigilância clandestina da família Lawrence nos anos 1990. A denúncia envolve o inquérito Macpherson, que examinou falhas da polícia metropolitana na investigação do assassinato racial de Stephen Lawrence em 1993.
Francis afirmou ter buscado revelar a supervisão da campanha da família, realizada por policiais infiltrados, a uma comissão liderada por Sir William Macpherson no late 1990s. O debate foi marcado por confrontos com gestores, descritos como hostis e tensos.
O inquérito Macpherson, concluído em 1999, concluiu falhas profissionais, racismo institucional e liderança inadequada na investigação do homicídio. A família Lawrence soube somente anos depois da vigilância ter ocorrido.
Revelações sobre o caso Lawrence
Francis é a única fonte de infiltração de campanhas políticas que denunciou de forma pública o trabalho disfarçado da polícia. O inquérito spycops investiga cerca de 139 agentes que espionaram ativistas entre 1968 e, pelo menos, 2010.
Francis descreveu que, no fim de sua atuação, começou a sentir conflito ao espionar campanhas ligadas a grupos de justiça negra. Ele relatou ordens para coletar informações que pudessem minar a campanha da família.
Contexto atual da investigação
O spycops foi criado em 2014, após Francis ter informado o Guardian sobre a vigilância da família Lawrence. O inquérito examina condutas de oficiais que infiltraram movimentos políticos e ações abusivas no período.
A polícia nega as alegações. A reportagem busca esclarecer o que ocorreu, sem atribuir responsabilidades precipitadamente, com base em documentos e depoimentos já apresentados.
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