Durante protesto em um restaurante mexicano em Tucson, Adelita Grijalva afirmou ter sido alvo de spray no rosto. O episódio ocorreu enquanto agentes do ICE realizavam mandados de busca em várias residências na região. A congressista, progressista, participa de ações contrárias a políticas de imigração.
Grijalva, deputada eleita pelo Arizona para preencher vaga herdada da morte do pai, afirmou ter chegado ao local para observar a operação. Ela descreveu que, ao se apresentar como candidata a congressista, foi afastada e atingida por spray de pimenta.
A operação do ICE envolvia 16 mandados de busca em cidades do sul do Arizona. A ação gerou confronto entre agentes em equipamentos táticos e manifestantes contrários às ações de imigração. Grijalva pediu esclarecimentos sobre o ocorrido.
Enquadramento e posições oficiais
O DHS informou que os agentes não direcionaram o spray à congressista, destacando que ela estava próxima de pessoas que obstruíam e agrediam autoridades. Afirmou ainda que dois agentes teriam ficado gravemente feridos no confronto.
Os porta-vozes do ICE disseram que a operação faz parte de uma investigação de longa data envolvendo imigração e violações fiscais, com várias pessoas detidas ao longo da ação. A autoridade manteve o caráter de execução de mandados.
Regina Romero e Lane Santa Cruz, ambos prefeitos de Tucson, manifestaram preocupação com a escalada da violência e a uso de dispositivos de apresentação de força contra o público, incluindo Grijalva. Pediram que vídeos e fotos contribuam para eventuais apurações.
Ruben Gallego, senador do estado, expressou apoio à congressista, afirmando que o uso de spray de pimenta contra um parlamentar em exercício é inaceitável. Grijalva foi eleita em setembro e tomou posse recentemente, após facilitar a aproximação com a atuação da Casa.
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