A Câmara dos Deputados suspendeu o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses e o afastou da Mesa Diretora pela Polícia Legislativa. A medida ocorreu durante sessão marcada pela interrupção de transmissões da TV Câmara e pela retirada de assessores, servidores e jornalistas.
Segundo a nota oficial, Braga não cedeu a presidência ao quarto-secretário, Sérgio Souza (MDB-PR), contrariando o regimento interno. Com a recusa, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), suspendeu a sessão.
A transmissão da TV Câmara foi interrompida, e equipes de imprensa registraram incidentes e ferimentos entre profissionais. Motta disse que a apuração apurará eventuais excessos e lamentou os transtornos aos jornalistas.
Na mesma sessão, o plenário analisou o caso da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que permanece com o mandato. Ela está presa na Itália e aguarda decisão sobre extradição pedida pelo STF.
A ação envolve o ambiente da Mesa Diretora, onde já houve tensões anteriores entre Braga e colegas, incluindo protestos e greves de fome. A Câmara afirmou que preserva a transparência e o direito de imprensa.
Contexto e desdobramentos
A retirada de Braga ocorreu durante uma sessão deliberativa extraordinária, que teve início às 15h04 e terminou com a suspensão anunciada por volta das 17h42. A Ordem de Serviço determina a prioridade de transmissões oficiais.
A Polícia Legislativa executou a retirada para garantir a segurança de presentes, segundo a Câmara. A mesma nota informa que a investigação vai apurar possíveis excessos cometidos ao longo da retomada dos trabalhos.
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