Letitia James, procuradora-geral de Nova York, não foi indiciada novamente por fraude hipotecária por um grand jury federal, pelo menos por segunda vez em uma semana. A decisão ocorre em Norfolk, Virgínia, diante de uma tentativa do Departamento de Justiça (DOJ) de refilar acusações contra a governadora em 2020.
Segundo uma pessoa familiarizada com o caso, o grand jury rejeitou indiciar James pela segunda vez em sete dias. O DOJ não comentou o desfecho. A decisão ressalta a dificuldade de sustentar acusações em processos envolvendo questões de hipoteca e financiamento imobiliário.
O caso original envolve uma cobrança de uma entrada de banco e declaração falsa sobre a segunda residência em um imóvel em Norfolk, registrado em 2020. James nega irregularidades e os especialistas destacam que as evidências apresentadas foram consideradas frágeis por fiscais de carreira.
Historicamente, grand juries são deliberatórios e apenas o Ministério Público se apresenta; os réus não oferecem evidências. A defesa de James sustenta que o caso é politicamente motivado e já enfrentou questionamentos sobre a nomeação do promotor que conduzia a acusação.
A Justiça federal avaliou, ao menos, duas refiliações do caso após a primeira rejeição. Em novembro, o tribunal anulou a denúncia por alegações sobre a nomeação inadequada do promotor responsável. Caso seja retomado, o DOJ pode apresentar nova refiliação diante de outro grand jury em outra jurisdição.
O DOJ não informou se pretende continuar com novas ações contra James. A defesa não descarta novas medidas legais caso surjam novas acusações. O Ministério Público mantém a linha de que a investigação continua válida e sujeita a novas diligências.
Entre na conversa da comunidade