O advogado Jeffrey Chiquini foi expulso da tribuna da Primeira Turma do STF após intervenção de um policial, a pedido do ministro presidente Flávio Dino. O episódio ocorreu durante a sustentação oral, em meio a discussões sobre ordem, áudios e slides proibidos. O STF afirmou que tudo foi indeferido.
Chiquini representava o ex-assessor Filipe Martins na ação penal nº 2.693 (núcleo 3). Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, ele denuncia que houve expulsão, afirmando não ter havido confronto, apenas uma tentativa de correção durante a fala. O episódio gerou críticas sobre o uso da tribuna.
Na gravação, o advogado aponta três questões de ordem apresentadas durante a sessão. A primeira pediu a retirada de um documento inserido pela PGR nas alegações finais, considerado prejudicial à ampla defesa. A segunda tratou da inclusão de uma nova data aos fatos apurados.
Ações de ordem e resposta do STF
A terceira questão envolveu slides apresentados pelo advogado, que continham uma foto de um padre com o ex-presidente Jair Bolsonaro e uma tese de Cristiano Zanin. Moraes negou a exibição dos slides, dizendo que a tese não estava nos autos. O STF informou que todas as questões foram indeferidas.
A Secretaria do STF publicou nota explicando que Chiquini pediu a palavra antes da sustentação, teve o pedido deferido pela presidência da Turma, mas insistiu em rebater a decisão, sem previsão regimental. Segundo o STF, o advogado não foi retirado, apenas não pôde falar novamente sem amparo legal.
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