A Câmara aprovou o PL da dosimetria, mantendo a crise entre o Palácio do Planalto e o Senado após a sinalização de votação ainda neste ano. Motta levou o projeto ao plenário, surpreendendo o Planalto. Alcolumbre confirmou que analisará no Senado caso haja aprovação na Câmara.
A articulação entre Alcolumbre e Motta é vista por aliados do governo como um recado a Lula, com quem têm divergências. A dosimetria passa a ser mais um teste de força entre Executivo e Congresso, em meio a desentendimentos com o STF na indicação de Messias.
Período de tramitação e estratégia
Pouco depois, Alcolumbre disse que o texto pode seguir para avaliação no Senado ainda em 2025, se aprovado pelos deputados. A equipe governista avalia adiar a votação na CCJ para 2026, tentando manter distensão durante o recesso.
Apesar da ofensiva, o Planalto planeja manter o diálogo. A ideia é evitar novas derrotas no Congresso e deixar caminhos abertos para o fim do ano, quando o recesso atrasa o ritmo das votações. O governo espera que gestos públicos amenizem tensões.
Indicação de Messias e reação no Senado
A crise é agravada pela indicação de Jorge Messias ao STF, anunciada em novembro e objeto de atritos com o presidente do Senado. Senadores dizem que Alcolumbre se sentiu preterido e passou a articular a inviabilização da nomeação.
Mesmo com a pressão, ministros do governo defendem diálogo. A expectativa é de que o recuo estratégico preserve espaço para acordos no Legislativo, mesmo diante da resistência inicial à dosimetria.
Perspectiva e leitura política
Analistas afirmam que o cenário favorece o aceno a uma distensão durante o recesso. A articulação entre alvos da Câmara e do Senado é vista como tentativa de reduzir o desgaste para 2026, mantendo o governo em posição de negociação.
Nos bastidores, há pressão para evitar novas derrotas em votações-chave. A tensão entre Executivo e Legislativo persiste, com o Planalto buscando vias de diálogo sem abrir mão de agendas políticas.
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