O governo enfrenta críticas de organizações-chave pelo andamento da estratégia de violência contra mulheres e meninas (VAWG). O plano, adiado diversas vezes, deve ser publicado na próxima semana antes do recesso de Natal, com foco em reduzir crimes e abusos.
Fontes do setor apontam que houve atraso e falta de engajamento de especialistas. Mesmo com promessas de mudanças, há receio de que o documento final não seja suficientemente radical para cumprir a meta de cortar pela metade a VAWG em uma década. O processo é visto como caótico.
Alvo da estratégia muda para meninos
Ontem, surgiu a informação de que o alvo principal passa a ser meninos da escola, com eixos em prevenção da radicalização, punição de agressores e apoio às vítimas. A publicação prevista para breve estaria alavancando esse novo foco.
Representantes de organizações da VAWG dizem ter sido marginalizados no desenvolvimento do plano. Um mesmo interlocutor comparou o processo atual ao de gestões anteriores, destacando menos participação de especialistas e menos contato com ministros.
Outros apontam que a estratégia pode perder legitimidade sem monitoramento independente. Mesmo com avanços financeiros, como crédito de £550 milhões para suporte à vítima, há cobrança por estrutura de avaliação e transparência contínua.
Críticos informam que a ausência de participação de organizações-chave compromete a efetividade. A presidente da comissão parlamentar explicou que houve engajamento limitado com o conselho consultivo de VAWG, que se reuniu pouco, elevando preocupações sobre governança.
Entre as vozes, a líder de uma coalizão de defesa das vítimas enfatiza avanços, mas ressalta a necessidade de mecanismos de acompanhamento. O objetivo é evitar repetição de falhas observadas em estratégias anteriores por falta de supervisão.
O Ministério do Interior não comentou o conteúdo discutido, enfatizando apenas que a estratégia busca reduzir a violência e apoiar as vítimas. A data de publicação está prevista para antes do recesso parlamentar, conforme apuração.
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