O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a relação com o governo de Lula está estabilizada. Ele disse que espera mais diálogo em 2026, após manter contato com o presidente e ressaltar que não houve perda de respeito entre eles.
Ao longo de 2025, a relação entre Motta e o governo ficou marcada por atritos. O impasse ocorreu principalmente durante a análise do PL Antifacção, que gerou críticas internas e consumo de desgaste político entre a cúpula governista e a bancada.
Aliados de Motta apontaram que houve uma mobilização para desgastar a imagem do presidente da Câmara, com resistências à escolha de Guilherme Derrite como relator. Também houve tensões públicas envolvendo a ministra Gleisi Hoffmann e discussões sobre o andamento do projeto.
Desdobramentos recentes
Motta destacou que a Câmara aprovou uma série de propostas de interesse do Executivo com o seu apoio institucional. Ele disse ter contribuído para manter o diálogo entre os poderes, mesmo quando houve divergências, e afirmou que o Legislativo continuará buscando harmonia com o Planalto.
O presidente da Câmara comentou ainda sobre a nomeação de Gustavo Feliciano para o Ministério do Turismo. Motta afirmou ter dado seu testemunho favorável ao nome, visto como uma prática de fidelização política da base governista. Feliciano é ligado ao União Brasil e terá o desafio de ampliar a governabilidade no Congresso.
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