Alaa Abd el-Fattah, ativista egípcio-britânico, pediu desculpas nesta segunda-feira pelas postagens antigas nas redes sociais, consideradas chocantes e dolorosas. Ele está atualmente na Grã-Bretanha, após ter sido libertado do Egito, onde ficou conhecido como uma voz de oposição durante o governo de Abdel Fattah al-Sisi.
Em comunicado, Abd el-Fattah afirmou que algumas publicações foram mal interpretadas, enquanto outras foram inaceitáveis. Segundo ele, as mensagens refletiam a raiva de um jovem diante de crises regionais e de episódios de violência, como as guerras no Iraque, no Líbano e em Gaza, além de ações de repressão no próprio Egito.
Repercussões políticas e internacionais
Líderes de oposição britânicos citaram pressão para deportação, após as postagens antigas. O governo britânico condenou os tweets do passado, descrevendo-os como inaceitáveis. Organizações comunitárias também expressaram preocupação sobre a repercussão dessas publicações.
Abd el-Fattah foi condenado a uma pena de cinco anos em dezembro de 2021, após compartilhar conteúdo relacionado à morte de um prisioneiro no Egito. A libertação dele, no contexto de décadas de ativismo, manteve o ativismo como tema central de debates sobre direitos humanos na região.
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