O Ministério da Justiça? Não. O alvo é Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro. Na sexta-feira passada, ele foi preso por descumprir a proibição de usar redes sociais. A defesa pediu a Alexandre de Moraes que reavalie a decisão que transformou a prisão domiciliar em preventiva.
Segundo a defesa, Martins não reconheceu ter acessado o LinkedIn. Alega que o suposto acesso ocorreu, na data citada, por intermédio dos advogados, para coletar provas de uma nova medida para a defesa. O objetivo seria fundamentar a libertação do réu.
Os advogados afirmam que detêm as credenciais do réu para fins de preservação de prova e organização de informações para ampla defesa. Dizem ainda que Moraes não se manifestou em outros acessos às redes feitas nos autos e que Martins não teria interagido com outras pessoas.
A defesa sustenta que a decisão de punir terceiros pode criar bodes expiatórios e intimidar a defesa. O ministro Alexandre de Moraes ainda não se posicionou sobre o pedido de reavaliação.
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